Sem contar dias, dos mil dias, mil trilhas.. eu não contei. Das mil horas, mesmo incontáveis, são poucas agora. Parou-se o tempo, o rélógio de tantos segundos dos mil minutos que possam vir. E num momento, qualquer momento, de todos os momentos, daqueles que não contei.. em um momento, parou o tempo, parei ali e desde então o tal amor. Não sei qual, sem contar dias, das mil horas, parou-se o tempo e num momento, em um momento eu descobri. (agora eu sei)
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Mostrando postagens de julho, 2010
Saudades das estrelas
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Havia tanto Sol, sem horizonte algum. Não sentiu vento. De dúvidas, preferiu voltar, na vontade de não fazer.. e não fez. Um Sol terrível, cegou. Não percebeu que em algum ponto perdeu. Achou que o Sol brilhava. Mas ele queimou, incomodou. Alguns dias atrás, não importava. Sol, vento, horizonte.. só estrelas. Mas hoje.. em algum ponto perdido.. não viu mais o céu. Olhou o chão, que tornou-se seu melhor amigo.. derramou ali as lágrimas que o céu não esconderia; e que o chão fez. Sentiu saudades das estrelas.
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..os tropeços que a faziam envermelhar as faces e suar frio a mão, pois uma certa vergonha sentia, de aos gritos demostrar demais, o que tinha medo de sentir. Podia ser demais; podia não voltar. Não cobrava, só esperava. Talvez não devesse, não pudesse esperar. Soube disso muito antes, que esperar a cansaria. E então decidiu parar, dar um passo atrás, pois passos demais a fariam parecer em uma maratona, que só o coração decidiria quem venceria; poderia só ter perdedores. Sente o medo? Que se sente, estraga os dois. Decide assim, que o medo a faz abandonar a vontade que sente de dormir às estrelas, de braços entrelaçados, para sempre, mesmo sabendo que não existe sempre e que contar o tempo pode piorar, mas conta os segundos para sorrir de novo. Abandonou as vontades para não afogar de medo, no teu medo, medo dela, de estar querendo demais.
Entre se perder e outras coisas..
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“Ontem tomei um táxi e me distraí tanto olhando pela janela que no meio do caminho estendi a mão para o banco vazio do lado querendo pegar na tua mão. Tô com saudade.” (Correspondência - Caio Fernando Abreu) Não poder explicar tais coisas tornou-se mais constante. Olhar perdido, pro vazio. Chega a ponto de cutucões para acordar ao relento, de um vento que nem havia. Mas sentia. Sentia a brisa, de olhos fechados, como se ela existisse. E olhava o céu, e via estrelas, ás vezes a lua. E era sempre cheia. Ao lado das mil estrelas, que passavam de mil se quisesse contar. Nunca queria, perdia-se na metade, estava amando. Amava até o fim, sem querer. O coração, que voltou a bater, segura por vezes dentro do peito, para não bater descontrolado, acelerado num descompasso do que sabe ser a nota perfeita, de uma música agitada, que agora sente. Sente como não imaginava que voltaria a sentir. Mas a nota agora é mais forte, a ponto de tirar o fôlego. Encanta. E o sorriso, passou a ser bobo, sem sa...
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“Me apaixonei perdidamente pelo gostinho do drama e pelo sabor da intensidade. Percebi então o número de garrafas de emoção que eu precisava engolir. Tudo de uma vez só. Era uma adrenalina de onda perfeita, o orgulho de ter conseguido ser convincente o suficiente para driblar todos com minhas palavras.” (Fugalaça - Mayra Dias Gomes)
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“Acho que meu mal sou eu mesmo, esses círculos concêntricos envolvendo o centro do que devo ser. Mas só poderei me aproximar dos outros depois de começar a desvendar a mim mesmo. Antes de estender os braços, preciso saber o que há dentro desses braços, porque não quero dar somente o vazio. Também não quero me buscar nos outros, me amoldar ao que eles pensam, e no fim não saber distinguir o pensar deles do meu.” (Limite branco - Caio Fernando Abreu)
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“Ela o amava. Ele a amava também. E ainda, que essa coisa, o amor, fosse complicada demais para compreender e detalhar nas maneiras tortuosas como acontece, naquele momento em que acontecia dentro do sonho, era simples. Boa, fácil, assim era. Ela gostava de estar com ele, ele gostava de estar com ela. Isso era tudo.” (Onírico - Caio Fernando Abreu)
O agora já passou..
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Hoje quero falar de tudo, novamente. Como se fosse hoje, o amanhã que não existiu. Dúvidas do que será, do que seria. E por que não questionar? Dúvidas são traiçoeiras, vacilamos em busca de respostas, nem sempre as que esperamos. Parei de buscá-las. Porque o que foi, o que seria, o que será, não importa. O que está sendo, vale muito mais. O que será, pode nem acontecer, tudo acaba. O pra sempre pode ser eterno, e acabar. Todo eterno tem seu fim. Pode ser que no amanhã, os planos continuem, reinicia-se um novo agora, um novo "pra sempre".. mas tudo o que planejamos e desejamos muda a cada sopro. A gente não sente. Vive-se pelo agora. Isso a gente sente, o agora. O agora, que daqui um segundo, já é passado, já passou. Mas tudo, e a gente descobre da pior maneira, morre, acaba, desaparece uma hora. E começa de novo, na hora seguinte, ou não começa mais. Tudo. Até o que juramos ser pra sempre, sem saber, que é.. o sempre, sempre acaba.
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Pronunciadas as palavras, que busca o desconhecido do coração, acende-se a luz vermelho sangue que grita: PERIGO! Tal luz que ninguém dá a mínima atenção até que aconteça o que a luz tanto quis avisar. Coisa essa que eu não ouso pronunciar pra não atrair. Sabe-se lá se ela luz não cansa de piscar e apaga, pelo menos uma vez.
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"Gostaria de repetir o conselho que lhe dei antes: acho que você deveria promover uma mudança radical em seu estilo de vida e começar a fazer corajosamente coisas em que talvez nunca tenha pensado, ou que fosse hesitante demais para tentar. Tanta gente vive em circunstâncias infelizes e, contudo, não toma a iniciativa de mudar sua situação porque está condicionada a uma vida de segurança, conformismo e conservadorismo, tudo isso que parece dar paz de espírito, mas na realidade nada é mais maléfico para o espírito aventureiro do homem que um futuro seguro. A coisa mais essencial do espírito vivo de um homem é sua paixão pela aventura. A alegria da vida vem de nossos encontros com novas experiências." (do filme Into the Wild)