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Mostrando postagens de maio, 2012

ATENÇÃO

Talvez eu precise de mais atenção. Não costumo ser ciumenta. Ou não costumava. Questão é que não se confia em alguém.. bom, em alguém que já quebrou sua confiança. E com essa parada de confiança não se brinca, saca? Aquela coisa de que confiança é como vidro: uma vez quebrada, não importa quanto se cole, nunca volta a ser a mesma. E essa é mesmo uma verdade que tenho provado. Minha imaginação é um tanto quanto fértil. Aliada a ausência de confiança, voa por aí. Acho que essa é a definição de ciúmes: imaginação mais falta de confiança. Mas a questão é, que talvez eu precise mesmo de atenção. Não sei o que é certo ou errado (se é que existe isso aqui), mas quero mesmo atenção completa. Talvez um apego extremo, que senti quando nos conhecemos. Tá certo que hoje, com tudo aquilo, já teria nos enojado. Mas depois de tantos deslizes, acredito que é aquilo que busco. Acho que é isso a tal cola pra confiança. Atenção. Aquela coisa que não se pede, sabe? Só existe. Aquela coisa de casaizin...
Observe-me. Eu não sou como todas essas garotas que você vê. Abandonei o pop pelo rock. Sou simplesmente apaixonada por sorrisos, então sorria sempre. Quando estou nervosa ou com medo, eu permaneço em silêncio, pois se eu falar alguma coisa vou desmanchar-me em lágrimas. Sou ciumenta e odeio qualquer pessoa que ameacem roubá-las de mim. Pessoas extrovertidas me cativam facilmente. Pessoas sérias me afastam delas por nenhum motivo. Sou romântica mesmo. Prefiro o frio ao calor. Gosto de ler livros. Lei-os e imagino os personagens sorrindo, falando e sofrendo. Sou cheia de mania, todas esquisitas, anormais e ridículas.

TESÃO

Volta, dá um passo para trás. Fica aí, na soleira da porta, onde paravas antes para me observar dormir. Olha pra mim. Mas olha de verdade. Com aquele olhar encolhido, de quem não entende de onde veio tanto sentimento. Aquele olhar que olhavas ao me ver fechar os olhos com tanta tranquilidade e segurança, sabendo que ias acordar ao meu lado. Volta pra trás e te observa. Veja se tuas atitudes correspondem ao tamanho sentimento que depositei em ti. Se suas mãos frias que não me seguram mais, ainda devem me tocar. Se suas palavras doces, mas tão decoradas com o passar dos dias e tão vazias quanto as que um bêbado solta àquela mulher que passa, ainda devem ser ditas. Pensas se tudo é tão real quanto achas ser. Se queres mesmo continuar com as noites frias sem gozo que se passam. Se queres o resto da vida algo morno, sem paixão, sem tesão. Se acostumou com isso? Pois eu não. Quero arder. Arder de sentimentos, que antes me enlouqueciam, por não saber de onde viam. Quero sentir os fogos que se...
Ás vezes penso se não nos perdemos a ponto de nossos corpos estarem aqui, mas nossos corações estarem em outros lugares, onde não se encontram mais. É tanta diferença, tantas mudanças, tantos caminhos opostos, que me pergunto o porque de ainda nos mantermos aqui. Será comodismo? Pura atração de corpos? Ou será aquele sentimento de posse que não nos deixa seguir adiante? São tantos pensamentos.. as vezes desfeitos com um simples beijo de boa noite ou uma mensagem na madrugada. Mas são pensamentos que existem. O amor é uma certeza absoluta? É realmente amor?
‎"Só me fala que vai me aturar. Aturar todas as minhas crises de ciúmes, meus momentos - não tão raros - sem paciência, as minhas desconfianças e meus surtos de insegurança. Aturar meus dramas, minhas teimosias, minha arrogância, minhas piadas sem graça e o meu não-romantismo. Aturar todos os meus tipos de provocação, meu amor por outras pessoas, minhas mudanças inconstantes de humor e de temperamento. Aturar minha mente confusa, minha memória irritante, minha sinceridade exagerada. Aturar quando eu falar que te amo mais e também quando eu não falar que te amo."
Será que ainda existe em você, aquela paixão que eu ainda sinto? Aquele coração acelerado horas antes de te encontrar, aquela mão suando quando te vejo se aproximar, aquela vontade louca de te abraçar na frente de todos e poder gritar o quanto te amo. Será que ainda existe? Existiu algum dia? Aquele olhar caído, medroso, de quem começa algo e não sabe onde vai dar, mas sente uma excitação enorme por pensar o quão bom esta sendo, mesmo que não dure. Ou aquela sensação de que seja eterno, enquanto dure (torcendo pra que dure pra sempre). Paixão. Deitar no seu peito e sentir seu coração bater junto ao meu. Aquele olhar bobo de quem só vê beleza, até onde não existe. Se pegar pensando em nós, mesmo quando a cinco minutos atrás você me deixou no ponto de ônibus. Aquela saudade constante. Será que isso ainda existe? Existiu?
Não Mãe.. eu não tomei meu remédio. Nem quero continuar tomando. Quero ter uma base familiar suficientemente boa pra não precisar de remédio como escapatória. Quero poder ter pra onde correr quando preciso e que não seja remédio a solução. Quero ter cabeça forte. Quero não chorar com tanta frequência. Quero enfrentar as coisas de frente e ter uma vida saudável e normal. Quero ter uma família. E um trabalho que me faça feliz. E um amor pra vida toda, sem medo de ser trocada. Quero ter sentimentos normais. Quero ser normal, por mais contraditório que isso pareça com o resto da minha vida. Quero ser uma pessoa diferente. Ter princípios, vontades, certezas e ideais. E que nenhum medo, insegurança.. que nada nem ninguém abale tudo isso.
Tudo se resume ao medo. Medo de estar tomando as decisões erradas. Medo dos sentimentos confusos. Medo de perder ou medo de seguir em frente. Medo de não passar de medo da solidão. Medo de não ser boa o suficiente. Medo da traição, da troca, do desprezo. Nunca fui alguém que possuísse medos. Quer pular do penhasco, eu pulo. Quer fazer um buraco no nariz, eu faço. Quer correr a 210 km por hora, eu corro. Mas os medos que estão guardados lá no fundo.. tais medos tão bem guardados, agora vieram a tona. E mais um medo surge em meio a tantos outros. Medo de não conseguir me livrar de tantos fantasmas, tantos pensamentos ruins. Há cura para o medo?