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Mostrando postagens de janeiro, 2011
Lendo meus posts de poucos dias atrás.. de poucas semanas atrás.. me vejo prevendo o que estava prestes a acontecer. Eu assustaria. Eu machucaria. Mas não sou mais, não fui mais, não vou mais. Queria que minhas palavras bastassem. Eu só sei amar. É só isso que eu sei.
Rifa-se um coração (quase novo) Rifa-se um coração. Um coração idealista Um coração como poucos Um coração à moda antiga. Um coração moleque Que insiste em pregar peças no seu usuário. Rifa-se um coração Que, na realidade, está pouco usado Meio calejado, meio machucado E que teima em alimentar sonhos e cultivar ilusões. Um pouco inconseqüente Que nunca desiste Um leviano E precipitado coração Que acha que Tim Maia estava certo quando escreveu: "Não quero dinheiro, quero amor sincero, isso é que eu espero!" Um idealista Um verdadeiro sonhador. Rifa-se um coração Que nunca aprende, que não endurece E mantém sempre viva a esperança de ser feliz Sendo simples e natural. Um coração insensato Que comanda o racional Sendo louco o suficiente Para se apaixonar. Um furioso suicida Que vive procurando Relações e emoções verdadeiras. Rifa-se um coração Que insiste em cometer Sempre os mesmos erros. Esse coração Que erra, que briga, se expõe Perde o juízo por completo Em nome de causas e ...
Agora eu sento e olho pra tras. Olho com a dor de quem não queria nem olhar. Queria esquecer. Parar de sofrer. Não consigo escolher não sofrer. Meu coração me sufoca, me tira o ar. Tá em pedaços. Foi magoado, foi abandonado. Eu não sei o que faço. Me sinto perdida. Sozinha. Não sei pra quem recorrer. O que eu faço? Onde eu aperto a tecla restart? Como eu volto pro começo de Maio, onde eu tinha voltado a sorrir, eu tinha acreditado de novo em alguém, em alguma coisa? Como eu volto? Eu faço certo dessa vez. Não quero fazer de novo, não quero fazer com outro, não quero fazer mais além. Eu quero fazer direito. Eu quero provar que eu posso. Não tem porque dois corações que se amam.. não se amarem. Eu não entendo. Eu to confusa. Eu me perdi.
Eu não sei por onde foi, só resta eu me entregar, cansei de procurar, o pouco que sobrou. Eu tinha algum amor, eu era bem melhor, mas tudo deu um nó e a vida se perdeu. Se existe Deus em agonia, manda essa cavalaria que hoje a fé me abandonou..
Me sinto frustrada. Tentada a fazer algo a todo segundo. Algo que me proibi de fazer. Ando me proibindo de fazer muita coisa. Coisas que não quero mais. Que não gosto mais. Me frustro por não ter a força que eu gostaria. Não ter a vontade que eu deveria. Eu só quero começar de novo. Me desligar. Não chorar. Ser quem, aqui dentro, eu sou de verdade. Alguém que ama incondicionalmente. Não desiste facilmente. Chora incansavelmente. Quero ser sem ferir. Ser sem perder. Me sinto incompleta. Eu só sou completa amando. E sendo amada. Me sinto perdendo os pedaços por aí..
Desejou não ser nada. Não ser feliz. Não ser infeliz. Não ser nada. Não sentir nada. Não sentir frio, nem o calor. Não sentir amor, não sentir raiva. Desejou não sentir. Sentir fazia lembrar que já sentiu. Sentir doia.

Carta pra você.

Não consigo dormir. Amanhã começam minhas aulas e a última coisa que posso fazer agora é me distrair.. ou ter insônia. Os dias que antecederam o nosso.. "tempo" (prefiro ver assim do que um fim definitivo) foram um pouco mais fáceis. Eu sabia, mas não tinha certeza. Ainda tinha aquele sopro de esperança de que você decidiria pela gente pairando meus pensamentos. Chegando em casa, depois de passar o dia com você, foi inevitável, me correram lágrimas dos olhos. Minaram, como você disse. Por sorte eu lembrei que um banho poderia resolver. Liguei o cd do Dark Side of the Moon no volume máximo, a casa tava vazia. Minhas lágrimas se misturaram a água do chuveiro e eu desabei em paz. Gritei junto com Breathe. Lembrei que uma vez, a muito tempo, você recomendou que eu ouvisse essa música.. "Leave, but don't leave me". Propício né? Falar em Breathe, ficou difícil respirar. Meu coração começou a me apertar aqui dentro, me consumir. Nunca senti esse aperto.. e agora me dói...
Carrego comigo um coração doente. Carente de amor, de um amor que se foi. Surrado de dor, que apanhou feito um escravo, apoiado na desculpa que é errando que se aprende. Que é errando que se sente, a dor de perder, um amor puro e doce, que acabou de nascer. Que nasceu e não morreu. Carrego comigo, um amor amigo. Um amor que ama de longe, que sonha distante em aprender a crescer. Aprender a esquecer, uma dor que já passou. A viver um amanhã, cheio de hoje. Que é hoje o que eu sinto, que faz parte desse coração, sofrido e calado, que agora parou.
Mais do que querer você de volta, eu ME quero de volta, quero a felicidade nos meus olhos mirados em você . Eu quero a gente, eu quero tudo de novo, eu quero as coisas antigas, as primeiras, TODAS ! Me devolve seu sorriso ? Parece que eu não te faço mais sorrir, assim eu desespero mesmo. É uma resposta simples pra uma pergunta simples: Você vai voltar? Caio Fernando Abreu
Ela o amava. Ele a amava também. E ainda, que essa coisa, o amor, fosse complicada demais para compreender e detalhar nas maneiras tortuosas como acontece, naquele momento em que acontecia dentro do sonho, era simples. Boa, fácil, assim era. Ela gostava de estar com ele, ele gostava de estar com ela. Isso era tudo. Caio Fernando Abreu
Olha, eu sei que o barco tá furado e sei que você também sabe, mas queria te dizer pra não parar de remar, porque te ver remando me dá vontade de não querer parar também.Tá me entendendo? Eu sei que sim. Eu entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou. Faz tempo que quero ingressar nessa viagem, mas pra isso preciso saber se você vai também. Porque sozinha, não vou. Não tem como remar sozinha, eu ficaria girando em torno de mim mesma. Mas olha, eu só entro nesse barco se você prometer remar também! Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes. Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia. Mas você tem que prometer que vai remar também, com vontade! Eu começo a ler sobre política, futebol, ficção científica. Aprendo a pescar, se precisar. Mas você tem que remar também. Eu desisto fácil, você sabe. E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir. Perco o med...
Que em meus devaneios, previ o fim. Que não era capaz. Que não era boa o suficiente. Ainda não deixariam ser feliz. Ser feliz era bom demais. Não merecia. Não mereci. Eu previ. Previ que ser eu ia assustar. E que de ilusões não podia viver, que mentiras deveria esconder. Que o lado negro era fogo demais, queimava ao saber, que machucaria. Era fogo que ardia. Eu ainda não merecia ser feliz. Eu previ. De previsões deveria supor que haveria um fim. E que eu merecia um fim. Porque diziam que no fim é que os romances davam certo. Não é assim pra mim. Talvez.. eu ainda não mereça um fim feliz.
Quando foi que perdeu a graça? Que de infinidades de afinidades, não existe mais. De sonhos pro amanhã, que cheio de amanhã estavamos. Mesmo que o amanhã só fosse até.. hoje. Quando foi que eu achei que podia me descuidar? Deixar partir. Deixar voar. Talvez não devesse. Talvez devesse mais. Devesse deixar que fosse. Que se fosse meu, voltaria. Será que é assim? Idas e vindas? Eu aguento mais uma partida? Meu coração.. meu coração aguenta? Meu coração, que foi colado uma vez.. não aguenta mais se desprender de mim. Não aguento distâncias. Não aguenta, o coração. Meu coração fraquejou.. quer desistir. Vai morrer batendo seu nome.

Cap. III

Mas aí então.. que aconteceu? Onde eu me perdi? Onde eu errei? De novo não! Em algum ponto, não sei qual.. não sei mesmo.. mas em algum ponto eu devo ter desviado minha atenção. Não vi o que aconteceu. Era tudo escuro outra vez. Eu deveria ter previsto. Eu ia machucar alguém. Ninguém sai ileso das minhas peripécias. Mas por um segundo achei que conseguiria. Que conseguiria me livrar desse peso de ser eu. Por um segundo eu deixei tudo pra trás e ficou lá.. meu passado ficou onde deveria ficar. Lá atras. Por um segundo eu consegui. Foi o melhor segundo da minha vida.

Cap. II

De coisas boas, eu me empanturrei, como diria a minha mãe. Transbordei de alegria. Poxa, eu consegui. Dessa vez eu ia fazer tudo certo (até um certo ponto achei estar). Era como apagar tudo o que eu tinha vivido antes. Meu começo, meu recomeço, o recomeço que eu tanto esperei. Eu podia começar de novo, nascer de novo, dar o primeiro passo de novo. Cheia de dúvidas e medos eu segui em frente. Meu coração não estava morto, como eu achei estar. Eu senti ele pulsar mais forte.. mais forte que antes dele parar de bater. Eu achei que não conseguiria, e além de tudo, eu descobri que podia até mais. Era mais forte que eu. Minhas lágrimas eram de alegria. Eu podia me jogar no abismo, eu morreria feliz.

Cap. I

Por um momento, acredito que só um, eu pensei não conseguir. Pensei em desistir. É mais fácil desistir. Mais fácil deixar pra lá. Chega num ponto crítico.. aquele em que você pensa que não vale mais a pena tanto esforço. Que não tem mais porque. Foi então que olhei de novo. Um olhar. A mão que eu sempre achei que seria fria, era quente. E tudo aquilo do qual eu quase desisti, foi a melhor coisa que me aconteceu. Logo quando eu achava que não conseguiria mais. Acho que as coisas boas a gente não escolhe. Elas acontecem no momento em que tem que acontecer. É maior que a nossa vontade de não querer.