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Mostrando postagens de junho, 2010
"Olha, eu sei que o barco tá furado e sei que você também sabe, mas queria te dizer pra não parar de remar, porque te ver remando me dá vontade de não querer parar de remar também."
"Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão está aí, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada 'impulso vital'. Pois esse impulso ás vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te surpreenderás pensando algo assim como 'estou contente outra vez'" Caio Fernando Abreu Me surpreendi ontem, pensando.. 'estou contente outra vez'. :)

remember me..

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Indo pra qualquer lugar, indo pra lugar nenhum. Mas eu preciso ir. Hoje eu preciso ir pra qualquer lugar que me tire daqui. Que me tirem daqui...

Quero ser vento

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Eu enjoei. Cansei. Acontece sempre, fácil. Simplesmente se acha defeitos, problemas, situações chatas. Pronto; se cansa, enjoa. Medo tenho do asco que vem depois. Não consigo olhar, falar. Todo esse extremismo nunca me fez bem. É tudo 8 ou 80. Quero, não quero. Amo, não amo. Chuto, não chuto. Mato, não mato. Sinto vontade de chutar! Chutar tudo pro alto, fugir. Essa sensação que consigo manter em quietude por dias e semanas volta. Me deixa largar tudo, correr, fugir, me esconder? Quero começar tudo de novo, todo dia. Adquirir amizades e amores, cada vez mais e mais. Conhecimento e prazeres. Não estou feliz com pouco! Quero emoção, quero vida. Não tenho, estou presa. Liberdade, liberdade. Sinto inveja do vento, que não para, não se cansa, não enjoa.. toca tudo com delicadeza, descobrindo coisas novas a todo momento. Toca tudo sem pedir. Eu queria ser como o vento. Eu queria não cansar.. queria ficar por aí. Igual o vento.
Desculpe-me, mas eu quero mais.

heart's discovery

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Descobrir. Explorar. É a melhor parte de tudo que se pretende conhecer.. conhecimento demais, as vezes, atrapalha. Busco não saber muito, não ouvir muito.. mas eu me importo. Quero as descobertas e o novo. Todo dia diferente. Porque é bom assim, quando se faz sem precisar, se sabe sem querer. Apenas descobre. Descobrir é a melhor parte. Quero que me descubram. Não vou parar de explorar. Eu quero mais, mais, mais. Mas ainda sem usar o coração. Ele ainda ta encaixotado numa caixa velha pra não ser mais machucado, nem machucar ninguém.
Eu quero a sina de um artista de cinema. Eu quero a cena onde eu possa brilhar. Um brilho intenso, um desejo, eu quero um beijo, um beijo imenso, onde eu possa me afogar. Eu quero ser o matador das cinco estrelas. Eu quero ser o Bruce Lee do Maranhão. A Patativa do Norte, eu quero a sorte, eu quero a sorte de um chofer de caminhão. Pra me danar por essa estrada, mundo afora, ir embora, sem sair do meu lugar. Ser o primeiro, ser o rei, eu quero um sonho. Moça donzela, mulher, dama, ilusão. Na minha vida tudo vira brincadeira, a matinê verdadeira, domingo e televisão. Eu quero um beijo de cinema americano, fechar os olhos fugir do perigo, matar bandido, prender ladrão, a minha vida vai virar novela. Eu quero amor, eu quero amar, eu quero o amor de Lisbela, eu quero o mar e o sertão. Los Hermanos

we're free

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Escolhemos o êxtase como estado emocional Escolhemos o amor como nutriente Escolhemos a tecnologia como vício Escolhemos a música como religião Escolhemos o conhecimento como moeda E não escolhemos nada como política Escolhemos a utopia como sociedade, ainda que saibamos que nunca acontecerá Você pode nos odiar Você pode nos ignorar Você pode não nos entender Você pode nem mesmo saber da nossa existência Nós apenas esperamos que você não se importe em julgar-nos Porque nós nunca julgaremos você Nós não somos criminosos Nós não somos desiludidos Nós não somos viciados em drogas Nós não somos crianças ingênuas Nós somos uma massa, uma aldeia tribal global que transcende as leis feitas pelo homem, a física, a geografia e o próprio tempo Nós somos a massa real.. Uma massa feliz e que sabe o que quer. ...e esse estilo de vida liberta a minha mente!

Liberdade é pouco..

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.. o que eu desejo ainda não tem nome. Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada. Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro... Clarice Lispector
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O céu. As estrelas. A Lua. O Sol, o pôr dele. Viajar, partir, fugir. Correr, andar, flutuar. Observar, dormir, sonhar. Ouvir, cantar, gritar. Olhar, se olhar, parar.. parar pra quê? Cansei desse lugar.. eu quero o infinito.

I am the eggman, you are the eggman..

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.. who are the Walrus?

Loucos e Santos

Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco. Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças. Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta. Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice! Crianças, para que não esque...
Em que ponto decidimos nos tratar mal? Magoar o coração? Ter esse rancor e desprezo intenso que se carrega? Em que ponto? Perdemos fio da meada. Perdemos a direção, os objetivos.. antes os mesmos; ou não? E aquela coisa de.. "Um dia te conto"? Porque eu esperava esse dia, achando que estaríamos juntos pra isso, pra eu saber qual seria o final da história. Seguíamos o mesmo caminho e agora, vejo caminhos demasiadamente opostos. Vejo um lado obscuro e desconhecido, que me embaralha os pensamentos e me deixa confusa: "Sempre foi assim?". Prefiro pensar que mudou. Que isso não existia e surgiu agora. Não quero pensar que o que eu tinha o meu lado era tão baixo, desprezível, desumano, insensível. Que se tornou tão homem quanto qualquer outro, tão igual e que não passa de mais um. Prefiro pensar que eu conhecia o lado bom, o lado que amava. Eu amava um outro lado, um outro alguém. Que era diferente e incomparável. Que hoje me faz abaixar a cabeça e entristecer por pensar ...
Pouco desejo, nada espero, muito me alegra. E porque diabos tudo tem que ter porque? E eu canso de dizer que nada quero, nada espero.. e a reação é sempre de medo de me envolver numa malha de sentimentos. Não tenho medo algum. Deixa que me cuido. Eu sei onde posso colocar meu coração. E ainda há de buscar porquês.. porque quer, porque sente, porque está afim. Pra quê porquês?! Nada tem razão de "porquês" se não pensares. Não pense, don't think. Faça, sinta, aproveite, esqueça. Num momento tudo que quero é isso.. e noutro momento tudo que quero é aquilo. Sem querer explicar, sem procurar porque. É simplesmente porque quero. Esqueça por um momento que tudo tem consequência e razões. Esqueça e aproveite. O depois.. eu já disse.. esqueça.
Árvore com balanço. Céu estrelado. Frio do inverno. Vento gelado. Som dos grilos. Um cachorro uivando. Fumaça de café. Calor humano. Frio. É só meu coração ou um violão que toca? Uma luz acende, uma luz apaga. Lá longe. Risos altos, alegria intensa e quente, mas ainda faz frio. A cantoria é feliz. Sozinhos, mas há uma multidão. Multidão de caras curiosas se perguntam "o que vem depois"? É, o que vem depois?