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(in)justo

O geral sentimento humano que me causa espanto, se torna injustamente claro analisado da forma altamente fria como ando fazendo. É de brutal acidez e sordidez essa banalidade que faz parte de sentimentos de quatro ou oito letras, mas de igual brutal alívio a busca incessante por qualquer que seja ele, inconsequentemente caindo nas garras da banalidade. Banalidade essa que vem conectada a injustiça com que disse que essa clareza nos traz, digo.. quanto mais analisamos, mais banal os tornamos, o fazendo fruto de pensamentos e não do apenas.. sentir. Se torna injusto os sentimentos, esses dos quais não possuímos poder. É injusta a causa pela qual amamos e igualmente injusta a forma com a qual deixamos de amar. E não só de amor me refiro. O carinho, o apego, a igualidade que nos faz próximos é de mesma proporção dos maus sentimentos, esses quando vem. De mesmo tamanho é o desprezo e o desapego a qual sinto. O sentimento humano não é justo por natureza.

a trilha da minha vida

Talvez essa fantasia estranha seja culpa da quantidade extravagante de romances que vejo. Dos filmes que assisto. Talvez a culpa seja dessa esperança que cultivo, dessa dor que não deixo ir, essa trilha sonora que escrevi pra mim, só minha. Essa trilha que inclui as mais belas melodias, com aquela guitarra triste que te faz ter os mais estranhos, profundos e deliciosos pensamentos. Que te faz viajar pra longe, pro lado de quem a gente quiser (e pra onde a gente quiser) e te faz sentir aquele abraço de saudade que sempre quis sentir. Aquela trilha que dura o tempo que a gente quiser, sem fim nem interrupção.. e que tem uma voz docinha e leve, daquelas que te fazerem imaginar acordar numa manhã chuvosa ao lado do mais belo ser e te faz pensar que é exatamente naquele lugar que queria estar e que é ali que vai ficar e que já tem tudo. É ali que vai perder suas horas e minutos, imaginando pra que canto do mundo vão fugir, quantos beijos vão dar, quantos paraísos conhecer...

Uma história de ontem

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Diz pra ele que eu ainda espero o bom dia. Que não dou mais abraços. Vai, conta que se der, a gente se encontra naquele bar quase na esquina. Divido o almoço só por prazer. Diz pra ele que as músicas preferidas ainda são as mesmas. E que ouço na madrugada aquela nossa, só pra chorar (chorar alivia). Diz pra ele que não houve mais mão dada. E que ainda planejo aquela viagem a Machu Picchu, antes que acabe. Diz pra ele que o enxergo de longe, em meio aquele beijo longo com a outra. Que sorrio disfarçado quando me ponho no lugar dela. Que no fundo quero vê-lo feliz. Conta pra ele que espero um sorriso. Que olho de lado e espero um oi. Que olha pro chão procurando uma mão. Que sempre encontro, mas não a dele. Diz e explica que não entendo porque ainda sinto. Acho que é mistério da vida, mistura de loucura e tortura, esse sentimento que faz doer. Mas que compreendo que os caminhos mudaram, os gostos passaram e o seu amor virou passado. Conta que sei que tanta mágoa só matou o que havia ...

daquele que dura

Tem coisa que não é pra durar. Tô falando de coisa ruim não, coisa boa também. Coisa que beija, que abraça e faz carinho. Mas que não dura duas noites. Porque dura o que tem que durar. Tem coisa que é assim, não é pra durar. Dura o tempo de guardar. O tempo de não querer ir.. mas quando vê, já foi! Porque teve que ir. E foi, porque durou o tempo que tinha que durar.
"Que essa minha vontade de ir embora Se transforme na calma e na paz que eu mereço Que essa tensão que me corrói por dentro Seja um dia recompensada Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão."

onde tudo se perdeu

per di da es tou de novo.
Pegar no pé, pegar na estrada, pegar na mão. Segurar firme, segurar a bomba, segura coração. Apertar firme, apertar apertado, aperta bem perto. Sentir bater, sentir esquentar, deixar sentir. Deixa partir.