(in)justo

O geral sentimento humano que me causa espanto, se torna injustamente claro analisado da forma altamente fria como ando fazendo. É de brutal acidez e sordidez essa banalidade que faz parte de sentimentos de quatro ou oito letras, mas de igual brutal alívio a busca incessante por qualquer que seja ele, inconsequentemente caindo nas garras da banalidade. Banalidade essa que vem conectada a injustiça com que disse que essa clareza nos traz, digo.. quanto mais analisamos, mais banal os tornamos, o fazendo fruto de pensamentos e não do apenas.. sentir. Se torna injusto os sentimentos, esses dos quais não possuímos poder. É injusta a causa pela qual amamos e igualmente injusta a forma com a qual deixamos de amar. E não só de amor me refiro. O carinho, o apego, a igualidade que nos faz próximos é de mesma proporção dos maus sentimentos, esses quando vem. De mesmo tamanho é o desprezo e o desapego a qual sinto. O sentimento humano não é justo por natureza.


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