assim como é
Aceita assim, como é. E seja. Seja como for, se romance não quer, não tem amor. Pois todo amor tem história. De tragédia lírica a poesia chata. Que vira teatro se pesa na rima. Vira drama se pesa na lágrima. Mas vira música se abusa de beijo. E de abraço. E de surpresa. Aprende então, que príncipe não há. Nem princesa também. E que se tem beijo de despertar, vem linha depois. Que pode ter fim, pode não ter. Nossa história não tem rima, não é poesia, não virou música. Pesou na tragédia, abusou da lágrima. E essa acabou. Mas tem linha depois, pra outra história. Pode ser nossa, ou não.
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