'Aqui está o errante da vida: o covarde. Aquele que se tranca por medo do aperfeiçoamento do toque. O toque, as mãos, a camisa, a nudez. Você pode ouvi-lo amar mas não o tira do medo. Você que permite os olhos caídos mas não refaz a linha preta passada com atenção no superior. Você que também perde o chão. Que perdeu-se do teto. Que está tomando muita chuva neste momento. Correr pra onde, dor? Você que se pôs a lutar contra a covardia do próximo colo tão... E tão... E também tão... Enfim. Esquecido, que nunca será, pois jamais seremos. Você que me trouxe esse sufoco era o mesmo você que me fez respirar. E eu que agora me acorrentei a você que se acorrentou no medo. Será que posso dizer o que vejo? Vejo um futuro aí na tua cara. Abandona esse medo de errar, que não há depois que resista a um antes adiado. Se há vida, vamos viver. E no mais: ''A vida tem de acabar — disse ela. — O amor, não." '
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