Ás vezes cobro uma atenção exagerada. Um amor inexistente. Uma paixão descontrolada. Sonho com nuvens rosas, mesmo eu não gostando de rosa, mas que são tipo pele macia. De cheirinho doce. Ah, eu gosto do cheiro doce que vem da boca. Boca que faz eu cair na besteira de fechar os olhos e sonhar com ela e perder muitas horas assim. Pois agora, certas coisas ficam banais. O medo de segurar na mão, de encostar, de dizer não, não existem mais. Era tão bom só dizer sim. De aceitar o defeito que era perfeito. O erro que não importava. O começo que a gente idealizada cada amanhã. Um amanhã distante. Que nem chegou. Sabe-se Deus se vai chegar.

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