É o vazio que sempre esteve aqui, que ás vezes maqueio com um pouco de carinho, um pouco de preocupação, alguns beijos e poucos abraços. Nunca saiu dali. Hoje resolveu aparecer, mas sem aquela vontade imensa de chorar de antes. Veio acompanhado apenas de uma calma estranha, um desinteresse incomum. Chamaria isso de evolução. Mudança não; a gente não muda. Evolução. Sinto falta apenas das lágrimas, que no fundo me faziam bem, porque depois que acabavam, me davam uma força vinda sei lá da onde. Mas ainda sim, estou bem. Fingirei que nada acontece, talvez seja confortável essa situação. Que situação?! Fingir que não viu, que não fez, que não aconteceu. Não esqueço fácil, tão pouco me sinto confortável.

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