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"Não sou boa com números, com frases-feitas e com morais de história. Gosto do que me tira o fôlego. Venero o improvável. Almejo o quase impossível. Tenho um ritmo que me complica. Uma vontade que não passa. Uma palavra que nunca dorme. Quase nunca estou pra ninguém. Me desinteresso à toa. Tenho o desassossego dentro da bolsa. E um par de asas que nunca deixo..."
Perder um amigo, é pior que perder parente, juro. Muitos parentes nem estão tão presentes quanto os amigos. Meu amigo, perdeu uma amiga. Eu sinto, que perdi ele, meu amigo. Isso dói. Porque a culpa é minha. Criei barreiras e distâncias. E hoje, não posso fazer o telefone tocar, pra desabafar. Blé, me faz chorar falar disso. Achei que eu conseguiria, mas não dá.
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strange lovers
Tudo que há de mal, que penso que há, some assim, como um piscar de olhos. Me surpreende a cada dia. E se algum dia me peguei pensando que isso acabaria, me reforça com atitudes inesperadas o fato de que somos pra sempre. Sinto vontade de apagar meus post antigos, mas quero me lembrar e rir algum dia de como fui tola em achar que algum dia teríamos um fim. E é clichê, é sonhador, é romantico tal pensamento. Mas o fim só existe pra quem deixa acontecer. E sei que não deixarás, mesmo eu desistindo de tudo. Porque é tudo tão completo.. e perfeito a seu modo. Com brigas e desencontros. Tudo como deve ser. E agradeço a Deus, Alá, Buda.. quem for, por me deixar ver tudo isso. Que simplesmente somos assim e que não há o que mudar. Porque muitos não vêem que tudo é tão simples e está ali, na palma da mão, basta enxergar. O amor só existe pra quem deixa ele acontecer :)
Pego-me olhando, com o pensamento ao longe, teu olhar concentrado. Enquanto me destraio, tu se concentra em me destrair, com olhares duvidosos as tais estampas. Seguido de risos, solto uma exclamação de desagrado, que se transforma em uma exclamação de agrado, depois de um beijo. Me pego assim, sendo infantil e adulta ao mesmo tempo, caindo em tentações, sem querer que tu caias, e aprendendo que me ensinas mais que esperei aprender de alguém tão..
Virá até mim com aquela cara de "que que há"? Enrrugará a testa se demonstrando total descrédulo pelo que direi. Farei uma única pergunta e ela (a pergunta) se tornará a loucura em si. Se entregará com um único olhar, que só eu sei, é de mentira. O conheço bem. Pensas que não, mas conheço. Conheço quando está feliz, conheço quando não está. Conheço se algo incomoda, conheço sim, quando mente. Me coloquei na situação de apenas aceitar, apesar do fato de que aceitar, não diminui a dor. Sofro por antecipação, sentindo o turbilhão que irá chegar a qualquer momento, logo que eu descobrir tudo. Posso não descobrir nada, porque pode nada existir. E isso me mata. Viverei a espreita de encontrar motivo pra sofrer?! Ah, a confiança..
Eu quero tranquilidade. Roupa velha e tênis de couro. Fumar um cigarro olhando o movimento, chegar em casa final de tarde, comer comida boa, jogar conversa fora. Ir em pubs de rock. Acordar em meio a edredons brancos, macios, cheirosos. Ter uma janela enorme pra ver o nascer do Sol. Quero ver o pôr do Sol de onde trabalharei todo dia. E terminarei mais uma dia tranquilo, com dinheiro no bolso pra passar no mercadinho da esquina e comprar guloseimas. Agradarei alguém, que sorrirá com a minha chegada em casa. Home sweet home. Ou estou ficando velha, ou quero meu futuro logo.